Redes Sociais




Google+

Monthly Archives: julho 2016

EAD cresce no momento de recessão econômica do país

O momento de recessão econômica, a flexibilidade e o baixo custo são alguns dos motivos que devem levar a Educação à Distância (EAD) a continuar a crescer nos próximos anos. A área tem recebido constantes investimentos e conquista cada vez mais alunos por oferecer comodidade e redução de gastos como alimentação e transporte, por exemplo.

De acordo com o último censo da Associação Brasileira de Educação à Distância (ABED), entre 2013 e 2014 a evolução dos investimentos em EAD aumentou em 51%.

Em 2014 foi contabilizada a oferta de 25.166 cursos EAD no país. Quando comparados aos cursos presenciais, fica claro que a oferta de cursos à distância tende a crescer de forma mais acelerada. “Há um forte crescimento entre 2013 e 2014. O aumento do presencial entre 2013 e 2014 foi de apenas 3%, que é muito baixo. Enquanto em educação à distância o aumento de matrículas foi de 12%. Quatro vezes mais”, comenta o presidente da Associação Brasileira de Educação à Distância, Frederic Michael Litto. Para ele, tudo indica que o número de cursos deve aumentar nos próximos anos e aspectos como o avanço da credibilidade tem contribuído para o segmento. “O consenso de opinião de empregadores e chefes de Departamento de Recursos Humanos está sendo de quem estudou à distância é melhor funcionário, é mais pró-ativo”, aponta.

“O consenso de opinião de empregadores e chefes de Departamento de Recursos Humanos está sendo de quem estudou à distância é melhor funcionário, é mais pró-ativo”, aponta Frederic Michael Litto, presidente da Associação Brasileira de Educação à Distância.

O perfil do aluno que estuda à distância também vem se delineando nos últimos anos. Geralmente quem opta pela modalidade é disciplinado, já se encontra no mercado de trabalho e é cerca de dez anos mais velho do que o aluno de curso presencial. Márcio de Assis, de 36 anos, se encaixa no perfil e concluiu o curso de Tecnólogo em Logística em 2015. Ele iniciou o curso presencialmente, mas devido a alguns fatores optou por mudar para o curso à distância. “O primeiro fator foi o desempenho. No presencial eu acabava tendo muitos problemas com colegas em situações desnecessárias de competitividade. O valor da mensalidade também acabou apertando no meu orçamento”, explica.

O principal desafio do aluno de EAD, no entanto, é aprender a ter autonomia e a cumprir prazos. “Quem faz essa modalidade sabe que se exige muito do aluno e se tem muito conteúdo para estudar”, afirma Márcio de Assis, que diz sentir falta de reconhecimento por parte do mercado. Já Michael Litto lembra que no Brasil mais de 50% dos municípios não possuem nenhuma forma de ensino superior. Para ele, esse é um dos pontos que deve fazer com que nas próximas duas décadas o número de cursos à distância ultrapasse o número de cursos presenciais. Litto frisa ainda que importantes universidades como Harvard, Oxford e Cambridge oferecem cursos à distância, o que mostra a importância e a relevância da modalidade de ensino. “Essas instituições de grande prestígio estão todas mergulhadas em educação à distância”, conclui.

Fonte: Folha Dirigida
Publicado em: 26/07/2016